Há muitas outras opções para um locutor poder fazer as suas locuções e desempenhar o seu trabalho.
Quando me abordam para as minhas formações, uma das perguntas mais frequentes é;
Como conseguir chegar ao mercado das dobragens e dos documentários.
No entanto a locução tem um mercado vasto, e quem gosta realmente desta profissão, que ainda não é reconhecida como tal no nosso país, tem uma panóplia de outras alternativas para as quais a maioria dos locutores, ou aqueles que agora começam esta aventura, não estão atentos.
Vamos ali num instante ao país vizinho, só para dar um exemplo e já voltamos ao nosso.
O ano passado em Espanha só em videojogos por exemplo, venderam-se quase 10 milhões de unidades físicas, sem contar com as compras on line. Os videojogos requerem um trabalho diferente e mais atento, e ao nível da voz uma representação exigente. Mas os videojogos podem ser para quem gostar deste tipo de trabalho, uma nova porta aberta para o mercado da locução.
O cliente, ou o criador do videojogo normalmente envia para estúdio muitos detalhes acerca do jogo e até das personagens, e essa é a base para entender como é o jogo e o protagonista que foi escolhido para a nossa voz em casting, geralmente.
Em Portugal, há anos que a gigante Sony lidera o mercado dos videojogos. Detendo a maior quota do mercado de videojogos, muito graças à sua aposta de localização para português de Camões os seus títulos, independente da geração e plataforma. E aqui dou os meus parabéns á Sony por defender tão bem o português neutral.
Segundo este gigante nipónico, chegou o momento de procurar produtores e estúdios nacionais para investir na produção de videojogos. Nos tempos mais recentes, diversas produtoras independentes têm surgido com propostas muito interessantes e de grande potencial, ainda que destinados sobretudo ao mercado mobile.
Também a Microsoft tem notado no potencial do mercado luso, conferindo ferramentas e suporte aos pequenos produtores.
Haja concorrência! Porque locutores há e bons! E muitos a prepararem-se para o ser.
Mas além dos videojogos, existem outros tipos de trabalho em locução e dobragem. Pois locução não é só televisão.
Desde áudio guias, a histórias para crianças contadas no digital, aos típicos IVR, e até mesmo ser a voz de um elevador de um 13º andar, há por aí quem queira uma certa e determinada voz para o seu produto.
E como costumo dizer aos nossos formandos, quando não temos trabalho, inventamos.
Como?
Bem aí vão ter de ir a uma das nossas formações para perceberem como

Boas locuções e boas audições!

Teresa Silva

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