Das duas uma, ou quem contrata é surdo, ou não entende nada de locução!

Estou cansada de ouvir trabalhos com sigmatismos frontais e laterais (os chamados sopinhas de massa), profissionais que não articulam bem as palavras (com favas na boca como se diz na gíria), entre outras formas de falar ou vícios que se criam ao longo do percurso, quer seja por moleta ou simplesmente por acharem que fica mais bonito.

Eu ainda sou do tempo, como diria a senhora de um  anúncio publicitário conhecido de todos, em que para se ser locutor tínhamos ter uma excelente dicção, uma voz maviosa, um bom acting vocal e brio profissional em tudo o que fazíamos e dizíamos ao microfone.

Hoje em dia, não só quem contrata, como alguns dos profissionais que fazem este trabalho, parecem ter esquecido tudo isto, ou então desconhecem por completo o que é ser locutor e o desempenho dos vários estilos de locução.

Poderia referir vários maus exemplos de locução, pois infelizmente existem e em nada dignificam o meio, mas fica apenas este, e o alerta para quem contrata, e a atenção aos profissionais.

O brio profissional deve existir em todas as profissões e esta como meio de comunicação por excelência, presente nos meios de comunicação onde a voz desempenha um papel primordial, deverá redobrar os cuidados por aqueles que a usam como ferramenta de trabalho.

Teresa Silva

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