Há 10 anos a Jornalista Alexandra Carita escrevia no dia 30 de Novembro, que os Áudio Livros tinham chegado a Portugal. Mas já em 1994 a Editora Centro Atlântico, desenvolvia conteúdos para a internet, e em 1999 começou a editar e-books. Mas anteriores a estes, estão definitivamente os Áudio Livros.
Há quem diga que os audiolivros começaram nos anos 20, mas os registos que existem são dos anos 30. Os Áudio Livros foram desenvolvidos em 1932 pela American Foundation for Blind, a pensar no contacto da literatura com os cegos.
A primeira Edição de um Áudio Livro em Portugal, e ainda segundo a Jornalista do Expresso, foi feita em 2007, pela Editora 101 Noites, e chamava-se “Livros para Ouvir”. Eram 6 Áudio Livros de Poesia.
Alguns outros se editaram, mas ouso dizer, e corrijam-me se estiver errada, que deveremos ter em Portugal menos de 200 audiolivros editados. Pelo menos no que toca ao que se vê nas estantes portuguesas de vendas. Um estudo a ser feito, portanto.
Em Portugal é tudo muito difícil! Começa-se pela desculpa que não há ouvintes, que os portugueses não se interessam pelo mercado áudio (como se houvesse conteúdo suficiente de áudio livros para dizer isto, e como, se só fossem as pessoas deste país que falassem o português, além das outras que gostam de ouvir para aprender a língua) e depois ( e aqui desculpa aceite) pela questão dos custos inerentes á edição de um áudio livro, que como se sabe pagam-se taxas e impostos por tudo e por nada, e pior ainda, altíssimos!
Mas a minha opinião é que este mercado vai mudar, e brevemente. Os audiolivros são um mercado em ascenção. Até porque nós somos muito seguidores dos outros e não sabemos pensar pela nossa cabeça. Quer dizer, sabermos até sabemos, e bem. Apenas dá muito trabalho! E tudo o que é mudança, é quase um atentado á inteligência do povo português.
Olhando para o lado, a noticia que saiu a há semanas atrás no La Vanguardia, já soa a qualquer coisa como; – Vamos lá nós também fazer o mesmo. Se eles conseguem, nós também haveremos de conseguir.

Espanha começa a competir com os seus grandes mercados de Audiolivros que são Nova York e México. Em 2016 (pois ainda não existem dados de 2017) os Estados Unidos por exemplo venderam quase 90 milhões de unidades, o dobro de 2011. Supõe-se que em 2017 as vendas do digital aumentem 30% no mercado audiolivro a nível mundial. Aliás este formato na União Europeia não pára de crescer, e onde me encontro no Reino Unido, as vendas digitais têm uma previsão de uma média de 15 a 25 %. E segundo a minha opinião, isto é só o começo, pois o futuro está todo no on Line, e cada vez menos, temos tempo para parar.
Este é um mercado onde as vozes vão ser necessárias, por isso há que está bem preparado para quando Portugal acordar, e deixar de complicar.
Já agora aproveito para indicar que todos os anos há um Curso de Locução para Audiolivro, que se realiza normalmente em Maio. E se quiser, pode ouvir 4 dos áudio livros que tive o prazer de gravar sendo o último editado o ano passado pela Verso de Kapa, O principezinho de Saint Exupéry (explicado ás crianças) .
Fica a dica!
Boas locuções e audições !
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Teresa Silva

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