Lembro-me da rádio dos meus tempos de menina, e da rádio onde nasci, e de todas as outras onde igualmente fui feliz durante 30 anos.
Antes de ter nascido na rádio, ouvia as vozes da rádio, e depois mais tarde da televisão.
Artur Agostinho, António Sala e Olga Cardoso, Adelino Gonçalves, com a sua famosa “Discoteca”, Luís Filipe Barros, Carlos Rebelo, Isabel Risques, Cândido Mota, António Sérgio, Júlio Isidro, Orlando Dias Agudo, Clarisse Guerra, Fernando Correia, Aurélio Carlos Moreira, José La Féria, João Chaves, Ausenda Maria, Ribeiro Cristóvão, Paulo Ferreira de Melo,Raúl Durão, Rui Castelar, Fernanda Ferreira, Jorge Perestrelo, Rui Pêgo, Júlio Isidro, António Macedo, José Ramos, Luís Arriaga, Matos Maia e o “seu” Quando o Telefone Toca, Maria Alexandra, Maria José Mauperrin, Rui Morrison, Jorge Peixoto, João Porto, entre tantos, ai mas tantos outros! Outros que depois se cruzaram com a televisão, e outros que só estiveram na caixa mágica.

Cresci a ouvir a série Tom Sawyer, e a identificar a voz da minha professora de teatro e voz, (anos mais tarde), no Hucleberry Finn, a minha querida Irene Cruz.
Tal como esta série, O Marco, a abelha Maia, a Heidi, e Era uma Vez no Espaço, marcaram profundamente os nossos dias de fim de semana em frente á televisão.

Vozes como a de Isabel Ribas, Canto e Castro, Cármen Santos, Teresa Sobral, José Gomes, António Feio, Luísa Salgueiro, Francisco Pestana, Cláudia Cadima, João Lourenço, Pedro Pinheiro, Cristina Carvalhal, Ana Madureira, Carla de Sá, Carlos Macedo, Peter Michael, Helena Montez, Fernanda Figueiredo, Teresa Madruga,

E tantos outros tantos outros que fizeram parte das minhas tarde e noites em frente á caixinha muita cara que se comprou lá para casa. Sim que isto de se ir ver desenhos á taberna tinha de acabar.
Os Jogos sem fronteiras, Eládio Clímaco, e Alice Cruz eram as minhas vozes de eleição, mas estes jogos tiveram outras vozes como, Fialho Gouveia, Ana do Carmo, Ana Zanatti, Anabela Mota Ribeiro e Luís de Matos.
Lembro-me do TV Rural e da voz única do Eng.º Sousa Veloso, do homem da pantera cor de rosa, Vasco Granja (era assim que o conhecíamos lá em casa), das peças do Fernando Pessa, do 123 com Carlos Cruz, do Zip Zip, com o querido Raúl Solnado e Fialho Gouveia, dos Festivais da Canção e das belíssimas vozes que por lá passaram.
Perdoem-me…faltam aqui tantos, e tão bons profissionais, tantos que também pertenceram á minha infância, e até á minha formação como locutora e formadora.

Eu sei que quando ás vezes digo: – Boa Noite Panda, ou já a seguir no BIO, ou ainda, próxima paragem Largo da Princesa, algumas crianças e adultos, também se irão lembrar da minha voz, ou até mesmo da rádio, ou de tantos, mas tantos documentários, ou publicidade que gravei para os canais de televisão em Portugal.
Ou até aqueles que estando fora de Portugal, conseguem ouvir a minha voz em tantos outros trabalhos que tenho feito ao longo da minha carreira, e que ainda faço. Por favor vire á esquerda…

Este mundo da VOZ é mágico, é o MEU MUNDO, o MUNDO de todos os meus colegas que ainda cá estão e o de todos aqueles que merecem ser lembrados sempre!
Porque há vozes que são mesmo imortais!

Teresa Silva

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